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Sertanejo: a história do gênero musical mais conhecido do Brasil

Caipira, raiz, romântico e universitário. A música sertaneja tem muitas variáveis e por isso é considerada o estilo mais eclético que existe, já que ela tem a capacidade de unir diversos ritmos em suas canções e cada vez mais tem conquistado as gerações.

Mesmo com seu sucesso confirmado dentro e fora do Brasil, o sertanejo é um gênero musical totalmente brasileiro e em seu estilo caipira são utilizados instrumentos artesanais típicos do Brasil-Colônia, como a viola, acordeão e gaita, que são totalmente voltados para o público rural.

Mas, você conhece a história da música sertaneja?

História

A música sertaneja surgiu em 1929, quando o pesquisador, compositor, escritor e humorista, Cornélio Pires, decidiu espalhar os costumes caipiras em forma de música e encenações teatrais para os outros cantos do Brasil, passando pelo interior paulista, norte e oeste paranaenses, sul e triângulo mineiros, sudeste goiano e mato-grossense, bancando do próprio bolso o dinheiro para gravar um disco, que logo após ser lançado, esgotou-se nas lojas pela grande procura.

Nesta época, o gênero era conhecido como música caipira, pois as letras tratavam sobre a beleza bucólica e romântica da paisagem, além do modo de vida do homem do interior e do homem da cidade. Atualmente, esse gênero é conhecido como música sertaneja raiz, já que suas letras enfatizam o cotidiano e maneira de cantar.

Duplas de Sucesso

Talvez você nunca tenha ouvido falar nelas, mas entre as duplas pioneiras nas gravações em disco moda de viola, estão: Zico Dias & Ferrinho, Laureano & Soares, Mandi & Sorocabinha e Mariano & Caçula. Como suas canções estavam ligadas à realidade cotidiana, as duplas optavam por fazer crônicas e em seus resultados é possível conhecer “A revolução Getúlio Vargas”, e “A morte de João Pessoa”, gravadas em 1930 por Zico Dias & Ferrinho, além de outras músicas deste gênero.

A música e suas fases

O tempo foi passando e algumas modificações temáticas e estrutura da música, como melodia e instrumentos aconteceram. O estilo caipira foi adaptado para o moderno, tanto que nos 80 foi o primeiro gênero de massa produzido e consumido no Brasil.

A história da música sertaneja é dividida em três fases: de 1929 a 1944, música caipira ou música sertaneja raiz; de 1945 até os anos 60 como fase de transição e do final dos anos 60 até a atualidade, música sertaneja romântica.

Na primeira fase, as músicas eram compostas por uma introdução de instrumento, breve ou longa, e as músicas eram em estilo modas de viola que falavam do universo sertanejo. Os duetos eram acompanhados por viola caipira, instrumento de cordas duplas e sistemas de afinação. As duplas dessa época eram: Cornélio Pires e sua “Turma Caipira”, Alvarenga & Ranchinho, Tonico & Tinoco e Pena Branca & Xavantinho.

Instrumentos, como a harpa e o acordeão, foram introduzidos na música sertaneja, em 1945, além de novos estilos e duetos com intervalos variados. Novos ritmos também foram introduzidos, como o rasqueado, interpretado pelo violeiro mineiro Tião Carreiro. As músicas eram canções amorosas que falavam sobre a vida do compositor, cantor ou pessoas conhecidas. Artistas como Cascatinha & Inhana, Irmãs Galvão e Sulino & Marrueiro, fazem parte desta transição.

O “ritmo jovem” chegou no final dos anos 60 e compôs a fase moderna da música sertaneja acompanhado de uma guitarra elétrica. O modelo para esta nova descoberta foi a jovem guarda e um de seus integrantes, Sérgio Reis, que gravou um repertório tradicional sertanejo e ampliou o conhecimento do gênero.

Já na década de 1970, Milionário & José Rico usaram elementos da tradição mexicana, o Mariachi, com floreios de violino e trompete.

Os locais de performance desse gênero musical eram em circos, rodeios e rádios AM. Em 1980, o sertanejo começou a ser tocado nas rádios FMs, em programas de TV matutino, no horário nobre, em trilhas de novelas e programas especiais.

A partir de 1980, houve uma grande exploração comercial da música sertaneja no Brasil, começando com Chitãozinho & Xororó e Leandro & Leonardo e outras diversas duplas que surgiram e tiveram seu auge entre os anos de 1988 e 1990.

Sertanejo Romântico

Para chamar a atenção, eram alternados solos e duetos para apresentar as canções, algumas em ritmo de balada, onde sua principal mensagem era o amor. Arranjos instrumentais também foram adicionados, como instrumentos de orquestra e a base de rock, incorporada ao gênero, para deixar o ritmo mais empolgante.

As principais duplas dessa nova tendência, eram compostas por Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo & Luciano, Christian & Ralf, Trio Parada Dura, Chico Rei & Paraná, João Mineiro & Marciano, Gian & Giovani, Rick & Renner, e Roberta Miranda.

Já as músicas de sucessos do gênero sertanejo romântico, são: “Fio de cabelo”, “Pense em mim”, “Entre tapas e beijos” e “Evidências”.

Atualmente, as duplas de sertanejo romântico são compostas por Bruno & Marrone, Rio Negro & Solimões, Guilherme & Santiago, Edson & Hudson, Fernando & Sorocaba, João Neto & Frederico, João Bosco & Vinicius,  Jorge & Mateus, dentre outras.

Evolução

Com a evolução dos ritmos, o sertanejo deixou de ser algo voltado para as comunidades rurais e tornou-se mais dançante e mais urbano, sem perder sua característica em melodia simples e melancólica, por isso, os sertanejos atuais mudaram sua temática e adotaram temas como amor e traição, além de outros ritmos e estilos, tornando  o axé-nejo, funk-nejo, arrocha e eletro-nejo, com as duplas Munhoz e Mariano, André Luiz e Otávio, Thaeme e Thiago e também cantores como Michel Teló, Gusttavo Lima, Israel Novaes, Cristiano Araújo e Léo Rodriguez, Marilia Mendonça, entre outros.

O que você acha dessa evolução que é marca registrada do Brasil? Conta pra gente nos comentários.

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Sobre o autor

Luiz Silveira

Luiz Silveira é obcecado por rádio, música e tecnologia. É especialista em marketing digital, com uma década de experiência tem como meta descomplicar a integração das emissoras de rádio ao meio digital.

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